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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Faseolamina

As propriedades do feijão branco colocaram este alimento na lista dos mais procurados por quem quer perder peso ou enfrenta uma dieta restritiva. Mas porque esse alimento ganhou fama tão repentina? Sua farinha promete favorecer o emagrecimento e a redução dos níveis de açúcar no sangue. "A responsável é a proteína presente nesse feijão, a faseolamina, que inibe a absorção de glicose (amido) pelo organismo, sendo importante para o controle do diabetes", explica a nutricionista Renata Ramos, da Universidade Unisinos.


Entretanto, por ser uma proteína, a faseolamina é desnaturada quando cozida. Sendo assim, para aproveitar ao máximo os benefícios desse alimento, a melhor maneira de consumi-lo é na forma de farinha. Para obter essa consistência, após lavar e secar o feijão, bata-o no liquidificador, peneire e conserve em geladeira. 
Feijão Branco - Foto: Getty Images

Os benefícios da farinha de feijão branco para a dieta estão relacionados, principalmente a quantidade de fibras que carrega. "As fibras são parte essencial do bom funcionamento do intestino e ajudam a dar uma maior sensação de saciedade, importante para o emagrecimento", explica a nutricionista da Unisinos, no Rio Grande do Sul. Além da farinha, Renata defende o consumo de todos os tipos de feijões, pois são ricos em fibras. "O feijão é uma das principais fontes de fibras encontrada no cardápio da dieta popular do brasileiro". "Considero o feijão melhor do que a soja, pois, apesar de não possuir as isoflavonas, ele é mais versátil e já caiu no gosto do brasileiro".  

Mas até com esse alimento nutritivo é importante ter moderação. O ideal é que o preparado da farinha de feijão branco não seja consumido durante tempo indeterminado; a nutricionista recomenda uma ingestão por, no máximo, 30 a 40 dias e de apenas uma colher de café antes do almoço, diluída em uma pequena quantidade de água. "Isso porque o feijão cru tem toxinas, que em grandes quantidades podem ser prejudiciais à saúde, causando diarreias", diz Renata. Há pessoas que relatam ter tido um aumento das flatulências depois que começaram a ingerir a farinha". Outro ponto a ser observado por quem tem tendência a gases. Confira abaixo uma tabela comparativa entre o feijão branco e o carioquinha e algumas receitas à base de feijão branco sugeridas pela especialista.  

Por: F. Otávio M. Silva
Monitor de Bioquímica Geral
UEVA  - 2011.1



Por Ana Maria Madeira em 15/4/2010:  Minha Vida

quarta-feira, 30 de março de 2011

Proteínas - Introdução

               
                “As proteínas são as macromoléculas mais abundantes nas células vivas. Elas ocorrem em todas as células vivas. As proteínas também ocorrem em grande variedade; milhares de diferentes tipos, desde peptídeos de tamanho relativamente pequeno até enormes polímeros com pesos moleculares na faixa de milhões, podem ser encontradas em uma grande diversidade de funções biológicas, sendo os produtos finais mais importantes das vias de informação (...)” (LEHNINGER et al. Pg 89)
                “As proteínas são formadas essencialmente por carbono (C), oxigênio (O), nitrogênio (N) e hidrogênio, mas podem apresentar enxofre (S). São macromoléculas formadas pela união de moléculas menores denominadas aminoácidos. Elas participam da composição de muitas estruturas do corpo dos seres vivos, tendo, principalmente, função plástica, embora também possam ter função energética. Além disso, existem proteínas que desempenham muitas funções importantes para os seres vivos.” (LOPES, Sônia. 2008, pg 124)
                As proteínas constituem boa parte do que é vivo, e em alguns seres são quase que a totalidade deles, como é o caso de artrópodes, insetos por exemplo como o gafanhoto que tem sua composição bioquímica 95% proteica, o que faz com que muitos suplementos de proteínas sejam feitos a partir dele. além de fazer parte da composição total do exoesqueleto de artrópodes essas moléculas também constituem a totalidade de nossas unhas, uma boa parte de nossos cabelos, bem como chifres e cascos de mamíferos. Elas estão presentes tanto nas células como em seres acelulares, nas cápsulas dos vírus.
                Os aminoácidos são compostos por quatro partes, um hidrogênio, um grupo amino (básico), um grupo corboxílico (ácido) e um radical que varia entre os aminoácido e é o critério de diferenciação entre eles como expresso na figura 01. Ainda há o carbono central que é chamado carbono quiral por possuir quatro ligantes diferentes, entre si, ligados a ele. 

Figura 01 - Estrutura química do Aminoácido

Por: F. Otávio M. Silva
Monitor de Bioquímica Geral
UEVA  - 2011.1